zebra preta
domingo, 18 de março de 2012
93
finais de semana em são paulo sempre me dão saudades dos finais de semana em florianópolis com o artur. ♥
sábado, 17 de março de 2012
92
quanto tempo conscientemente aproveitável uma pessoa vive? assim, tirando os anos da infância e da velhice, nos quais em muitos casos se depende de outros e as capacidades cognitiva e de juízo não são tão puras e fortes?
uns 40, 50, 60... 30?
com o passar dos anos fui percebendo como o tempo realmente é relativo. lembro de, quando pequena, perder a noção dele nas férias escolares e já não saber mais se era dezembro, janeiro ou se o carnaval estava quase aí - tais alívio e relaxamento já não eram tão sentidos nas férias de meio de ano, em todo caso.
uma semana com amigos e amores dura menos que dois dias em depressão ou um dia de trabalho emocional e/ou fisicamente forçado.
por quantos anos, então, temos a capacidade de escolher o que fazer - ou pelo menos o que tentar?
hoje vi uma imagem que dizia "not because 'it's better than nothing', but because 'it's better than everything'". ou: "não porque 'é melhor que nada', mas porque 'é melhor que tudo'."
não faço ideia de quantos anos ainda viverei e muito menos em quantos deles ainda serei dona dos meus atos (na proporção em que uma pessoa em sociedade realmente é dona de seus atos), mas me soa tão errado quando as pessoas não são felizes, que me ponho a pensar na minha vida e na dos outros.
as prisões do dia a dia geralmente são aquelas das quais nos valemos para justificar nossas atividades, quem somos e a que viemos. dinheiro, medo, religião, amor, classe social, gosto musical, partidarismo político, status. de tudo isso, o que realmente te faz bem e faz sentido e o que apenas é falso conforto? de tudo o que escolheu até hoje, o que é "melhor que tudo" e o que apenas é contentamento por ser "melhor que nada"?
#mimimi de filósofa de facebook, dores de #classemediasofre, não me importo com isso. eu me importo com e quero mais é que as pessoas um dia consigam não ter ilusões e migalhas: que os prazeres não sejam escolhidos por serem os menos nocivos. que os trabalhos não sejam apenas os menos desgastantes. que amigos não sejam as pessoas menos falsas. que amores reais não sejam os menos imaginados.
quanto mais velha, mais consigo observar como o tempo passa. eu não sei direito o que quero fazer com o que ainda tenho de vida, mas tenho consciência do que não quero. não sei exatamente quais as pessoas que estarão sempre comigo, mas consigo traçar os perfis das que não ficarão ao meu lado.
o que me falta é coragem... porque o tempo está aí. e cada vez mais ele diz que as pessoas não deveriam simplesmente se contentar.
quarta-feira, 7 de março de 2012
91
do piripaque.
já ri disso, mas ontem achei que fosse acabar no hospital.
acho que tive minha primeira enxaqueca da vida, com direito a ânsia de vômito, calafrios e muito choro. uma crise de nervos daquelas.
jantei meio miojo feito no micro-ondas e tomei o remédio que a vizinha me deu para então deitar no escuro e esperar o sono tomar conta.
hoje, aliás, até trouxe uma caixinha com cookies para agradecer a atenção que me deu junto com o medicamento. ela, coitada, não deve ter visto ser mais patético na sua porta até então: eu, com um short de pijama florido, camiseta do iron maiden recém-ganhada do noivo e a cara vermelha e inchada de quem estava aos prantos e com dor há algumas horas.
apesar do riso, quero de novo não, obrigada.
já basta a vergonha e a dor no peito (física, não das românticas) que ficaram.
já ri disso, mas ontem achei que fosse acabar no hospital.
acho que tive minha primeira enxaqueca da vida, com direito a ânsia de vômito, calafrios e muito choro. uma crise de nervos daquelas.
jantei meio miojo feito no micro-ondas e tomei o remédio que a vizinha me deu para então deitar no escuro e esperar o sono tomar conta.
hoje, aliás, até trouxe uma caixinha com cookies para agradecer a atenção que me deu junto com o medicamento. ela, coitada, não deve ter visto ser mais patético na sua porta até então: eu, com um short de pijama florido, camiseta do iron maiden recém-ganhada do noivo e a cara vermelha e inchada de quem estava aos prantos e com dor há algumas horas.
apesar do riso, quero de novo não, obrigada.
já basta a vergonha e a dor no peito (física, não das românticas) que ficaram.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
89
aquele momento em que a vontade é de transformar o aonde no onde e depois ser só reticências a dois.
domingo, 22 de janeiro de 2012
88
acho que a paixão desencadeia uma espécie própria de sinestesia momentânea. basta um nome para as percepções mudarem. uma voz para o corpo reagir.
imagino que seja como ver kandinsky pintando.
imagino que seja como ver kandinsky pintando.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
87
sempre tem aquelas coisas meio ridículas que só lembro que preciso comprar quando procuro pra usar.
tipo touca de banho.
tipo touca de banho.
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